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segunda-feira, 6 de junho de 2016

A droga do poder e as ovelhas carnívoras

Não sabemos se estamos no período moderno, pós-moderno ou hipermoderno, enfim, depende de quem escreve ou fala, no entanto, me espanta como as gentes todas ainda querem misturar as esferas partindo de sua perspectiva e não aceitam o contrário. Temos um Estado laico, como descreve a Constituição de 1988, onde cada pessoa tem o direito de escolher qual sua denominação religiosa ou não, mas algumas pessoas parecem pastorear de forma contrária: exigem que o Estado seja religioso e se agarram às teorias de que as pessoas agem como tal por causa de influências demoníacas ou a falta de deus no coração (letra minúscula porque não sei qual deles ou delas merece o título efetivamente). 

Pensemos: se o congresso, por uma obra do amigo, já que inimigo somos nós, os que defendem a laicidade, aprove a fusão, qual denominação seria tomada como norteadora? Assembleia? Congregação? Católica? Luterana? Presbiterianas? Umbanda? Candomblé? Kardecista? Essas três últimas penso que a gente ‘pastoreadora’ se remexeria e não aceitaria, como se não fossem expressões religiosas válidas, isso sem contar como tais pessoas deliberariam a religião oficial, que poderia ser pelo voto, palitinho, partida de gamão, dois-ou-um ou mesmo esperar que deus faça a escolha objetivamente. Me espanta como questões relacionadas à drogadição ainda possam ser atribuídas a problemas religiosos, como se ninguém possuísse vícios, apenas virtudes. Existem pessoas viciadas nos mais variados tipos de drogas físicas, metafísicas e abstratas, mas, me rendendo ao vício de clichês, a droga que mais causa danos ainda é o poder.

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